Poucos relógios atravessaram tantas décadas sem pedir licença quanto o G-Shock.
Mesmo quem não gosta de relógios conhece o nome. Ele está em pulsos de militares, atletas, estudantes, trabalhadores, colecionadores e também de quem só quer algo que “não dê dor de cabeça”. Mas o carinho quase unânime levanta uma pergunta legítima:
o G-Shock é tudo isso mesmo ou virou só um consenso confortável?

Um relógio criado para não quebrar
A origem do G-Shock explica boa parte do seu sucesso.
Nos anos 80, a Casio queria criar um relógio praticamente indestrutível. O resultado foi um projeto focado em absorção de impacto, resistência à água e confiabilidade extrema. Não havia luxo, não havia tradição centenária, havia engenharia pragmática.
Esse DNA nunca mudou.
E isso é um mérito da marca.
Enquanto muitas marcas ajustam discurso conforme a moda, o G-Shock continua fiel à sua proposta original: funcionar sempre, independentemente do ambiente.
O que o G-Shock entrega bem
Vamos ao que ele faz direito e faz muito bem.
- Resistência real: quedas, impactos, água, poeira. Não é marketing.
- Confiabilidade: você ajusta e esquece.
- Autonomia absurda: especialmente nos modelos solares.
- Preço honesto: a maioria entrega exatamente o que promete.
Em termos de “relógio ferramenta”, poucos concorrentes chegam perto.

Onde começa a romantização
O problema não é o G-Shock.
É a forma como ele é tratado.
Nem todo G-Shock é confortável.
Nem todo G-Shock é bonito.
Nem todo G-Shock faz sentido fora do contexto certo.
Alguns modelos cresceram demais no pulso. Outros sacrificam legibilidade em nome de estética “tática”. E há versões inflacionadas por colaborações que entregam pouco além do nome estampado.
Gostar de G-Shock virou quase automático.
Mas isso não substitui critério.

Design: funcional, não neutro
O design do G-Shock é honesto, mas não universal.
Ele comunica robustez. Comunica presença. Em muitos ambientes, isso funciona perfeitamente. Em outros, soa deslocado. Não é um relógio versátil no sentido clássico, ele é específico.
E tudo bem.
O erro é tratá-lo como solução para qualquer situação.
Cultura G-Shock: identidade, não status
Talvez o maior mérito do G-Shock seja cultural.
Ele nunca tentou ser símbolo de luxo. Virou símbolo de identidade. Quem usa, geralmente sabe por quê. Quem usa um G-Shock sabe que ele é pau pra toda obra (no sentido literal mesmo!)
Isso cria uma relação emocional legítima com o produto. E explica por que tantos usuários permanecem fiéis por anos. Aqui mesmo, nós adoramos a marca. Os modelos são cheios de personalidade e realmente duram muito!

Então… vale a pena?
Depende da pergunta certa.
Se você quer ou é:
- um relógio para qualquer situação, inclusive adversas.
- Se você é uma pessoa despojada, mais aventureira.
- zero preocupação
- máxima resistência
- custo-benefício claro
Sim, o G-Shock faz muito sentido.
Se você busca:
- elegância
- discrição
- versatilidade estética
- experiência mecânica
Talvez não seja o melhor caminho.
E essa honestidade não diminui o G-Shock. Pelo contrário, coloca ele exatamente onde ele é forte.
O lugar do G-Shock hoje
O G-Shock continua relevante porque não tenta agradar todo mundo. Ele entrega o que promete, há décadas. É da Casio e você pode confiar na tecnologia Japonesa. Tem modelos bacanas em preços variados, então são acessíveis. Mas se você busca algo sofisticado e discreto, talvez não seja a melhor opção. G-Shock é aquele relógio para momentos de aventura, praticar esportes, ir na praia, na mata fechada, na beira de um vulcão… É para você que usa um modelo mais clássico também, mas no fim de semana se permite ter um lado explorador!
Mas gostar de relógios também é saber quando não escolher um.
Aqui no Rexi Watch, a ideia não é endeusar nem descartar.
É entender quando vale usar no pulso.





Deixe um comentário